Brasil registra triplicação nas vendas de terras raras para a China em 2025

 

Brasil registra triplicação nas vendas de terras raras para a China em 2025

Exportações brasileiras de terras raras para China triplicam em 2025, impulsionando presença do Brasil no mercado global de tecnologia.

O Brasil deu um passo importante no cenário internacional das terras raras, materiais essenciais para a indústria tecnológica global, ao registrar uma triplicação nas vendas desses minerais para a China no primeiro semestre de 2025. Segundo relatório do Centro Empresarial Brasil-China (CEBC), o país exportou US$ 6,7 milhões em terras raras no período, valor três vezes maior que o total registrado em 2024.

Embora o montante ainda represente uma parcela pequena frente ao total de US$ 47,7 bilhões em exportações brasileiras para a China no mesmo semestre, o crescimento expressivo é um indicativo da relevância crescente desse mercado. As terras raras são elementos químicos cruciais para a fabricação de componentes de alta tecnologia, como ímãs permanentes usados em produtos como iPhones, MacBooks, veículos elétricos e turbinas eólicas.

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O papel estratégico das terras raras no comércio global

Imagens de bandeiras da China hasteadas
Imagem: crystal51 / shutterstock.com

O interesse pelas terras raras ganhou destaque devido ao seu papel insubstituível na produção de tecnologias avançadas. Estes 17 elementos químicos possuem propriedades magnéticas e elétricas que permitem a criação de peças menores, mais leves e mais eficientes do que as alternativas tradicionais, possibilitando o avanço de setores como eletrônicos, energia renovável e transporte sustentável.

A China, maior produtora mundial de terras raras, detém cerca de 44 milhões de toneladas em reservas e domina 90% da produção global. Essa vantagem estratégica tem sido um ponto crucial nas tensões comerciais e tarifárias entre Pequim e Washington. Um exemplo recente dessa influência é o desbloqueio, em negociações entre os dois países, da proibição da Casa Branca de exportar chips de alta tecnologia da Nvidia para a China, após concessões relacionadas à exportação de terras raras.

Potencial brasileiro e baixo volume produtivo atual

De acordo com o relatório mais recente do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, com aproximadamente 21 milhões de toneladas, posicionando-se logo atrás da China. Apesar disso, o país ainda produz um volume relativamente pequeno — apenas 20 toneladas em 2024 —, um dos menores entre os principais países listados no estudo.

Esse baixo nível produtivo limita a capacidade do Brasil de explorar plenamente sua reserva estratégica, mas a recente aceleração nas exportações indica um movimento no sentido de ampliar a atuação nacional nesse mercado promissor.

A importância das terras raras para tecnologias sustentáveis

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Imagem: Freepik

Além de sua aplicação na indústria eletrônica, as terras raras são fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias verdes. Ímãs permanentes feitos a partir desses elementos são componentes chave em motores de veículos elétricos, contribuindo para o aumento da eficiência energética e a redução de emissões de carbono.

Da mesma forma, esses materiais são essenciais na construção de turbinas eólicas modernas, que dependem de ímãs leves e potentes para gerar energia limpa. Com a demanda global crescente por energias renováveis, o papel das terras raras se torna ainda mais estratégico para o futuro sustentável.

Conclusão

O crescimento expressivo das exportações brasileiras de terras raras para a China é um sinal positivo para o futuro da indústria mineral nacional, sobretudo em um contexto de aumento da demanda mundial por componentes tecnológicos e energias renováveis. Apesar dos desafios estruturais para ampliar a produção, o Brasil demonstra potencial para se consolidar como um ator relevante na cadeia global de fornecimento desses minerais estratégicos.

Com informações de: Poder360

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