Bitcoin alcança US$ 124 mil com dólar fraco e juros em queda
Bitcoin atinge US$ 124 mil impulsionado por dólar fraco e expectativa de corte de juros nos EUA, segundo especialistas.
Na noite da última quarta-feira (13), o bitcoin atingiu um novo recorde histórico, cotado a US$ 124.457, antes de recuar levemente. A maior criptomoeda do mundo já havia registrado diversos recordes ao longo de 2025, mas este marco reforça o otimismo dos investidores e a força do mercado cripto neste ano.
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De acordo com o CoinMarketCap, no momento, a cotação está em US$ 118.460, queda de 1,5% nas últimas 24 horas. Apesar do recuo, o desempenho recente ainda é considerado altamente positivo pelos analistas.
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O que impulsionou a alta histórica
Segundo especialistas, o movimento foi estimulado principalmente pelo enfraquecimento do dólar e pela expectativa de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos.
O Índice de Medo e Ganância para o mercado de criptomoedas registrou 75 pontos, indicando um sentimento de “ganância” entre os investidores.
“Ao analisar o fluxo é possível observar que entrou um alto volume financeiro no momento em que aconteceu a máxima histórica, contudo, o preço do bitcoin continua trabalhando acima de fortes regiões compradoras. Isso sugere que no médio prazo o ativo possa buscar os níveis da extensão de Fibo nas faixas de preços de US$ 130 mil e US$ 135 mil”, disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.
Possíveis pontos de suporte
Apesar do clima otimista, especialistas alertam que correções pontuais são possíveis.
“Caso ocorra a captura de liquidez da estrutura de alta por parte dos institucionais, e a região compradora seja rompida, haverá suporte de curto e médio prazo nos US$ 119 mil e US$ 116.980”, acrescentou Ana de Mattos.
Esses níveis de suporte funcionam como zonas de interesse para novas compras, caso o preço corrija.
Cenário macroeconômico favorável
Para André Franco, CEO da Boost Research, o enfraquecimento do dólar foi um dos fatores mais relevantes para a disparada do bitcoin.
“Os mercados globais tiveram um dia positivo, impulsionados principalmente pelo enfraquecimento do dólar, que recuou frente ao euro, à libra e ao iene. Investidores aumentaram suas apostas de que o Federal Reserve iniciará o ciclo de cortes de juros em setembro — com probabilidade de até 100% para uma redução de 25 pontos-base, e parte do mercado já precificando um corte de 50 pontos-base.”
Segundo ele, esse cenário estimula o apetite por risco e cria um ambiente positivo para ativos alternativos como as criptomoedas.
“A expectativa de curto prazo permanece positiva, com a combinação de dólar fraco, expectativa quase certa de corte de juros pelo Fed e valorização nos mercados de ações e ouro, criando um ambiente muito favorável para os criptoativos em geral”, completou Franco.
Entrada institucional e IPO da Bullish
Outro fator que tem impulsionado o mercado é o aumento da entrada institucional no ecossistema cripto.
“A entrada institucional acelerou, destacada pelo IPO da exchange Bullish na NYSE, que teve valorização superior a 150% e alcançou market cap acima de US$ 13 bilhões. Este movimento reforça o otimismo do setor e impulsiona liquidez para o mercado”, disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
Além disso, os ETFs de bitcoin e ether continuam recebendo bilhões de dólares em aportes, com os ETFs de bitcoin acumulando mais de US$ 55 bilhões em influxos totais.
O efeito altseason e perspectivas
O chamado índice de altseason — que mede o fluxo de capital do bitcoin para altcoins — está atualmente em 37/100, indicando um estágio inicial dessa rotação.
“O cenário favorece continuidade de altas, mas com atenção a possíveis correções pontuais — ambiente positivo para Bitcoin, Ethereum, Solana e altcoins de ecossistemas consolidados e inovadores”, afirma Prado.
Setores como L1, L2, DeFi e memecoins têm apresentado forte valorização, com expectativa de aceleração caso o bitcoin entre em um período de lateralização.
Projeções para os próximos meses
O consenso entre os analistas ouvidos é que o bitcoin pode atingir novas máximas ainda em 2025, especialmente se o corte de juros pelo Federal Reserve for confirmado e o dólar mantiver a tendência de fraqueza.
Cenários otimistas apontam para US$ 130 mil a US$ 135 mil como próximos alvos técnicos. Já correções para patamares próximos de US$ 116 mil não são descartadas e podem representar oportunidades de entrada para novos investidores.
O que o investidor deve observar agora

Para quem acompanha o mercado, os próximos meses serão decisivos. Acontecimentos como:
- Decisão do Federal Reserve em setembro;
- Continuidade da entrada institucional;
- Desempenho dos ETFs de criptoativos;
- Movimento do índice de altseason;
- Variação do Índice de Medo e Ganância;
serão determinantes para definir a trajetória do bitcoin no curto e médio prazo.
O recorde de US$ 124.457 alcançado pelo bitcoin em 2025 reflete não apenas a força do mercado cripto, mas também um contexto macroeconômico altamente favorável.
Com dólar enfraquecido, juros em queda nos EUA e aumento da entrada institucional, o cenário é positivo, mas não isento de riscos. Investidores devem acompanhar de perto indicadores técnicos e econômicos para aproveitar as oportunidades e se proteger de possíveis correções.
Com informações de: Exame