Méliuz esclarece notícias sobre possível banco de Bitcoin
Após a circulação de notícias e especulações envolvendo uma suposta transformação da Méliuz (CASH3) em um “banco de Bitcoin”, a empresa veio a público nesta quarta-feira (14) para esclarecer os fatos e reforçar seu posicionamento institucional.
Conteúdo do artigo:
Segundo comunicado oficial, as informações que sugeriam a criação de um banco baseado em criptomoedas estão desatualizadas e foram interpretadas fora de contexto.
As referências utilizadas por alguns portais e usuários nas redes sociais correspondem a iniciativas já existentes ou fatos passados — como a compra de bitcoins e os serviços já disponíveis na plataforma desde 2022, como o Criptoback.
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O que motivou os boatos sobre o “banco de Bitcoin”?

Contexto e viralização nas redes
Nos últimos dias, algumas publicações começaram a circular nas redes sociais e em fóruns especializados, sugerindo uma possível mudança estratégica da Méliuz.
Segundo essas publicações, a empresa estaria planejando se tornar um banco focado exclusivamente em ativos digitais, oferecendo serviços como:
- custódia de criptomoedas,
- transações via blockchain,
- e carteiras digitais com rendimento em Bitcoin.
A repercussão aumentou após a veiculação de trechos de fatos relevantes divulgados pela empresa em diferentes momentos de 2025.
Sem a devida contextualização, parte do público interpretou que a companhia estaria se reposicionando no mercado como uma fintech exclusivamente voltada para criptoativos.
Comunicação da Méliuz desmente nova estratégia
Em nota divulgada oficialmente, a empresa esclareceu que:
“Não existe qualquer intenção atual de criação de um banco de Bitcoin ou lançamento de novos serviços nesse sentido. As menções recentes referem-se a produtos já oferecidos desde 2022, como o Criptoback e a funcionalidade de compra e venda de bitcoins.”
Ou seja, não há expectativa futura nem orientação estratégica (guidance) para lançamento de um novo braço de serviços financeiros lastreados exclusivamente em criptoativos.
O que é o Criptoback e o que já existe na plataforma?
Entendendo os produtos já oferecidos
A Méliuz foi pioneira no Brasil ao lançar o Criptoback, um programa que devolve parte do valor das compras em Bitcoin. Além disso, a plataforma oferece:
- Compra e venda de Bitcoin e outras criptomoedas;
- Saldo em cripto disponível na conta do usuário;
- Parcerias com exchanges reguladas;
- Integração com o app Méliuz para gestão de ativos digitais.
Desde quando esses serviços estão disponíveis?
Esses recursos estão ativos desde 2022, portanto não são novidades. A confusão ocorreu porque trechos de comunicados anteriores voltaram a circular, sem que fosse destacada a data ou o escopo original das informações.
Compra de bitcoins em 2025: investimento institucional
Aumento da posição em ativos digitais
Em fato relevante datado de 23 de junho de 2025, o Méliuz informou a aquisição de 275,4 bitcoins por US$ 28,61 milhões, o que elevou a sua posição total para 595,7 bitcoins.
Esse movimento posicionou a empresa como a maior detentora institucional de Bitcoin entre companhias listadas na América Latina, segundo levantamento da própria empresa e analistas de mercado.
Objetivo da compra
Segundo o documento oficial, a compra teve caráter estratégico e de diversificação de caixa. A empresa reforçou que a decisão:
- Está alinhada com a visão de longo prazo sobre a valorização do Bitcoin;
- Não altera a natureza do negócio principal da empresa;
- Não implica na criação de serviços bancários ou de custódia.
E sobre a listagem nos EUA?
Processo de estudo na OTC Markets
Outro ponto levantado nas redes sociais foi a possibilidade de listagem da Méliuz nos Estados Unidos. Esse processo, de fato, está em andamento, conforme fatos relevantes divulgados em 20 de maio e 10 de julho de 2025.
A empresa esclareceu que a listagem visa ampliar o acesso de investidores estrangeiros às ações CASH3, por meio da OTC Markets, um mercado de balcão nos EUA voltado a ações internacionais. Isso não altera a sede, nem transforma a empresa em instituição financeira internacional.
O que é a OTC Markets?
A OTC (Over-the-Counter) Markets é uma plataforma de negociação de ativos que não estão listados em bolsas tradicionais como Nasdaq ou NYSE. Muitas empresas estrangeiras recorrem a ela para:
- Facilitar acesso de investidores americanos;
- Aumentar visibilidade global;
- Viabilizar operações de captação fora do país de origem.
No caso da Méliuz, a listagem é descrita como um movimento estratégico de expansão e internacionalização da base de acionistas, sem impacto direto nos serviços oferecidos aos usuários brasileiros.
O papel da comunicação clara no mercado financeiro
A recente controvérsia envolvendo a Méliuz evidencia como a interpretação imprecisa de informações públicas pode gerar ruídos no mercado.
Apesar de a empresa manter sua governança em conformidade com os padrões da CVM, a velocidade de disseminação de boatos nas redes sociais e plataformas de notícias pode amplificar interpretações erradas.
Como evitar mal-entendidos?
Especialistas recomendam:
- Verificar a data e o contexto de comunicados corporativos;
- Acompanhar os canais oficiais da empresa, como site de RI (Relações com Investidores);
- Consultar fontes confiáveis antes de divulgar ou investir com base em informações não confirmadas.
Impacto no preço das ações
Até o momento, as ações da Méliuz (CASH3) não apresentaram oscilações anormais relacionadas aos boatos. O mercado, aparentemente, reagiu com cautela e esperou a manifestação oficial da empresa antes de qualquer movimento significativo.
Visão estratégica da Méliuz para o futuro

Foco em cashback e soluções digitais
Apesar de manter investimentos em inovação e criptoativos, a Méliuz reafirmou que sua missão principal continua sendo:
- Oferecer cashback e benefícios em compras online e físicas;
- Ampliar sua base de parceiros varejistas;
- Expandir a experiência do usuário via app e navegador;
- Incluir soluções financeiras complementares, como cartões e programas de fidelidade.
Inovação com responsabilidade
A empresa reforça que todas as suas iniciativas tecnológicas passam por:
- Análise de viabilidade regulatória;
- Estudos de impacto sobre o consumidor;
- Parcerias estratégicas com empresas consolidadas.
O uso de Bitcoin dentro do ecossistema Méliuz é um diferencial, mas não representa uma mudança de foco ou modelo de negócio.
Conclusão
A Méliuz segue fiel à sua proposta de agregar valor ao consumidor brasileiro, oferecendo serviços de cashback, produtos financeiros e opções digitais alinhadas com as demandas do mercado.
O esclarecimento prestado nesta quarta-feira deixa claro que não há planos para a criação de um “banco de Bitcoin”, tampouco mudanças abruptas na estratégia da empresa.
As movimentações envolvendo criptomoedas, como a compra institucional de bitcoins e a listagem nos EUA, fazem parte de um plano mais amplo de crescimento e inovação com responsabilidade.
Para os usuários e investidores, o momento é de atenção e responsabilidade na leitura de informações que circulam em ambientes digitais. A recomendação é sempre buscar a fonte oficial e os documentos originais antes de tomar qualquer decisão com base em rumores ou manchetes sensacionalistas.
